Negócios mais impactados pela crise

A crise da saúde e o lockdown empregado em grande parte do globo fizeram eclodir uma crise financeira global (solvência) ligada ao fim do ciclo econômico americano. Este problema é acelerado ainda mais aqui no Brasil, uma vez que muitos negócios são dependentes do caixa do diaadia para financiar suas operações.

Na falta de uma pesquisa local, abaixo segue o exemplo da Business Insider, a qual podemos utilizar como uma proxy. Nela vemos quantos dias de caixa que diferentes negócios tem em média. Como nossa economia é muito ligada a serviços e a pequenos negócios devemos chegar a algumas conclusões.

1 – negócios com baixa margem e alta competição (praticamente qualquer restaurante por exemplo) serão os primeiros a sentir na pele.

2 – Os incentivos do governo não serão suficientes e somente uma mudança estrutural pode, de fato, fazer efeito. Basta imaginar o que ocorreria caso a quarentena se estenda por mais tempo. Movimento de injeção de capital não irá resolver o problema.

3 – Negócios com alto custo fixo deverão sofrer logo na sequencia. Aqui entende-se praticamente qualquer indústria. Quem tiver uma boa posição de caixa e conseguir passar do outro lado sairá muito forte.

4 – Quem depende de capital externo para operar precisa criar um plano de sobrevivência imediato (startups e empresas pré operacionais) .
5 – Negócios ligados a transformação digital, home office, tecnologia e produtividade, ligados a saúde, delivery e entretenimento digital devem se dar bem. Além de negócios de baixo custo fixo e margem alta (alguns tipos de serviço).

Dado este cenário, vale a máxima: cash is king.

Enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

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